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língua portuguesa

Discurso de Posse na Academia Brasileira de Letras

Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, RJ, 6 de novembro de 1980 Elogio de José Américo de Almeida “Profeta das ruas, mago do sertão” Casa de Machado de Assis, símbolo dos nossos valores espirituais. À sombra dos meus deuses o sortilégio dos meus caminhos me fez chegar. Nada mais alto, aqui é o infinito. O deus primeiro, o Deus da minha fé, da minha submissão à sua voz semeadora dos destinos, que me guardou nas dúvidas, encheu de certezas os meus clarões de perplexidades, estendeu-me a mão firme de Continue a ler

A Língua Portuguesa e o Mundo

Camões Center for Portuguese Studies, Columbia University, Nova York, Estados Unidos da América, 20 de maio de 1991 Agradeço muito ao Professor Kenneth Maxwell a oportunidade e o convite para estarmos juntos no Camões Center. Esta instituição conquistou a posição de um centro de referência na comunidade de língua portuguesa para todos aqueles que vivem uma permanente reflexão sobre a nossa história, arte e literatura. A Columbia University tem dado uma contribuição extraordinária para nossa cultura. Ela nos fala de Gilberto Freire, aqui estudante, tendo como orientador o grande antropólogo Continue a ler

O Instituto Internacional da Língua Portuguesa

Palácio dos Leões, São Luís, MA, 1o de novembro de 1989   Instalação do Encontro dos Chefes de Estado dos Países de Língua Oficial Portuguesa  É com grande satisfação que recebo vossas excelências e suas ilustres comitivas em São Luís do Maranhão para esta reunião em que, juntos, procuramos unir ainda mais nossos laços comuns da história, das nossas raízes, de nossa inseparável amizade.  Esta cidade é um símbolo da era colonial, de nossas lutas da conquista, de nossas vicissitudes, do arrojo e da tenacidade de nossos antepassados, marcadas pela mesma Continue a ler

Uma só e muitas línguas

Academia Francesa, Paris, França, 23 de junho de 2005 Quando a Academia Francesa foi fundada, em 1635, num mundo conhecido, o Brasil era uma indefinida colônia portuguesa, numa América fantástica e de sonhos. Era o tempo da formação do Estado francês, que remonta a Filipe o Belo, conheceu grande impulso sob Henrique IV e foi terminada pelo Cardeal Richelieu. O Brasil era um desenho, linhas imprecisas de um país, cuja única definição estava na cabeça dos reis e navegantes lusitanos. Era tudo mistério e lendas, inventadas e divulgadas na ingênua Continue a ler